Homem que vendia diplomas falsos por R$ 400 é preso após investigação

Um homem de 53 anos foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta sexta-feira (2) por suspeita de falsificar diplomas de ensino superior. Ele vendia os certificados adulterados a R$ 400. A profissão do suspeito ainda não foi identificada – durante o depoimento, ele ficou calado.

A investigação começou a partir da denúncia do Conselho Regional de Educação Física do Distrito Federal (Cref-DF) a respeito da apresentação de um diploma falsificado. O homem foi preso em casa, em Valparaíso (GO), cidade a 40km de Brasília.

“Acredita-se que ele usava nomes de servidores de órgãos competentes para dar a sensação de veracidade”, afirmou o delegado da Coordenação de Repressão a Crimes contra Fraude (Corf) Fábio Vieira. Para ele, os documentos falsos eram revendidos pela internet a interessados, principalmente, de Brasília, de Goiás e de Minas Gerais.

Produção “artesanal”
Segundo as investigações, os documentos eram “fabricados artesanalmente” em casa. Alguns estavam em branco e carimbados; outros, preenchidos com nomes de supostos interessados. A polícia acredita que o homem agia sozinho. Até o momento, não foram identificadas suspeitas de participação de servidores do Ministério da Educação ou da Secretaria de Educação do DF.

Na casa do suspeito, a polícia encontrou diplomas de graduação em áreas como educação física e pedagogia, além de certificados de conclusão de ensino médio.

A pena prevista para o crime de falsificação de documento público é de até seis anos de prisão.

Além da autuação por falsificação de documentos, o suspeito também responderá por crime ambiental, pois foram encontrados 11 pássaros silvestres na casa – entre eles, patativas, canários-belgas, canários-da-terra e um casal de papagaios. Para este delito, a pena é de detenção de seis meses a dois anos.

Outros casos
Em julho de 2017, o G1 revelou um esquema de venda de diplomas de curso superior na internet. Por mensagem de texto, o vendedor oferecia o diploma de farmacêutico. O suspeito afirmava ter “condições de fazer a documentação sem nenhum registro” e cobrava até R$ 1,2 mil pela falsificação.

“Apenas a documentação, sem nenhum registro, eu vou conseguir fazer ela a R$ 1.000, R$ 1.200. […] acho que uns 5, 6 dias eu consigo te entregar ela.”

Em seguida, os conselhos regionais de Radiologia, Farmácia e Odontologia do Distrito Federal confirmaram o recebimento de diplomas falsificados.

A instituição responsável por credenciar os novos técnicos em radiologia disse receber de três a quatro documentos falsos por ano. Já o conselho de odontologia denunciou duas pessoas que tentaram conseguir o registro profissional apresentando diplomas de faculdades de Minas Gerais e da Bahia. As duas universidades disseram ao conselho que os alunos nunca foram matriculados.

 

FONTE: G1/DF


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