Ministério Público do DF desenvolve ações de combate ao bullying com escolas e pais

Com o propósito de reduzir o bullying nas escolas, o Ministério Público do Distrito Federal oferece atendimento para famílias e educadores, como reconciliações e palestras. O pedido de ajuda pode ser feito pela ouvidoria do órgão ou por e-mail (veja contatos abaixo).

Independentemente da idade, a prática afeta a rotina de crianças e adolescentes dentro ou fora do ambiente escolar. Especialistas apontam perda da auto-estima e da vontade de estudar, depressão e até transtornos emocionais na vida adulta como consequências deste tipo de violência.

Em entrevista à TV Globo, o morador de Brasília José Roberto, cuja filha foi vítima de bullying, disse que as escolas estão “pouco preparadas para lidar com o bullying físico e psicológico das crianças”. Segundo ele, a menina sofreu agressões durante dois anos. “As meninas falavam que eu era feia, magra e com cabelo ruim”, disse ela.

Roberto disse que a filha procurou dele e da mãe para resolver a questão, mas a única solução que encontraram foi trocá-la de colégio.

Ações nas escolas


Uma escola particular do DF criou a disciplina “Convivência ética” para debater o tema com os alunos. Durante o curso, as crianças elaboram alternativas para “acabar de vez” com o bullying e desenvolvem trabalhos para mostrar as diferenças que existem no ambiente escolar.

Segundo a diretora, Juliana Diniz, todas os setores da escola “foram preparados para enxergar a natureza desses conflitos”.

Onde buscar ajuda?
Para solicitar as palestras e as visitas do Ministério Público, as escolas devem encaminhar um pedido por e-mail para a Promotoria de Educação ou entrar em contato pelo telefone da ouvidora do órgão.

E-mail: [email protected]
Telefone: 3343 6500 (de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h)

Além da ação do Ministério, é possível buscar mais informações sobre o tema na cartilha da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos do Senado Federal, que lista os 15 perigos das agressões físicas e psicológicas.

 

FONTE: G1/DF


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