Racionamento no DF vai, pelo menos, até abril de 2018; chuva definirá cronograma

O racionamento de água que atinge a maior parte dos moradores do Distrito Federal desde janeiro deste ano deve ser mantido, pelo menos, até meados de 2018. A previsão é da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa), que divulgou, nesta quinta-feira (7), previsões para o reservatório do Descoberto até o mês de abril.

Com base na expectativa do clima e nas captações da Caesb, a Adasa estudou três cenários possíveis para a barragem (veja no gráfico abaixo). Segundo a agência, a projeção “mais realista” é de que o Descoberto chegue aos 50% em abril. Para isso, as chuvas teriam de repetir a intensidade registrada no ciclo hidrológico de 2016/2017 – o pior da história da capital.

Por esse cenário, se o Descoberto alcançar os 50% em abril, a interrupção de fornecimento por 24 horas a cada seis dias será mantida, no mesmo formato atual, e a ameaça de um racionamento de 48 horas segue suspensa.

Outros cenários
Além do cenário realista, outras duas possibilidades foram levantadas pela Adasa e divulgadas nesta quinta. Na apresentação, a agência reforçou a mensagem de que todas as simulações têm “alto grau de incerteza”. Os cenários alternativos são:

  • o “pessimista”, que trabalha com o reservatório do Descoberto em 34%, em abril. Neste caso, segundo o diretor-presidente da Adasa, Paulo Salles, há “possibilidade de um segundo dia de racionamento”.
  • o “otimista”, que prevê até 71% de preenchimento do Descoberto em abril. Para isso, é preciso que o ritmo de chuvas no DF tenha uma alta de 20% em relação à média histórica. Mesmo nesse caso, não há uma indicação de que o racionamento de um dia chegue ao fim.

 


Abaixo da média
Todos esses cenários projetados pela Adasa estão bem abaixo do ritmo histórico da bacia do Descoberto, e confirmam a continuidade da crise hídrica. Até 2016, era comum que o maior reservatório do DF – que abastece dois terços dos moradores da capital – transbordasse entre março e abril, no fim da temporada de chuvas.

Segundo técnicos da Caesb, isso não significava falta de planejamento ou “desperdício”, já que essa água era devolvida à bacia do rio e seguia o fluxo normal, evaporando ou desaguando em outros cursos.

Há um ano atrás, em 7 de dezembro de 2016 – já em ritmo de crise hídrica –, o Descoberto registrava nível de 23,3%. Nesta quinta, passados 365 dias, o volume de água era menos que a metade: 10,2% da capacidade útil.

Essa baixa histórica fez com que a Adasa revisasse até mesmo as previsões para este mês. Na curva de acompanhamento divulgada no primeiro semestre, a expectativa era de que o Descoberto fechasse o ano com 17%. Nos gráficos desta quinta, a previsão varia entre 12% e 18%.

As metas para o reservatório de Santa Maria serão divulgadas na próxima semana, informou a Adasa. Nesta quinta, a bacia operava com 23% da sua capacidade. O valor referência para dezembro é de 24%.

 

FONTE: G1/DF


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