Nível do Descoberto sobe 0,8 ponto percentual após pancadas de chuvas no DF

O nível do reservatório do Descoberto – responsável pelo abastecimento de água de 65% do Distrito Federal – subiu 0,8 ponto percentual entre sábado (25) e domingo (26) e atingiu o volume de 6,4%, após as fortes chuvas que caíram na capital. Apesar do aumento, a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) segue reforçando o pedido de uso racional da água. No ano passado, no mesmo período, o índice da barragem era 22,42%.

No reservatório de Santa Maria, que fornece água para regiões como Lago Sul, Cruzeiro e Asa Sul, a capacidade também subiu, de 21,6% para 21,9%.

Na tarde deste domingo, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) calculou que choveu 234,2 milímetros em novembro. A quantidade superou a média climatológica estipulada para o mês: 231,1 milímetros. De acordo com o Inmet, até a próxima quinta-feira (30), a previsão é de tempo nublado com pancadas de chuvas e trovoadas isoladas.

Na semana passada, o nível da bacia caiu dia após dia. A situação motivou uma visita do governador do DF, Rodrigo Rollemberg, à sede do Inmet. Após um encontro com o diretor do instituto, Francisco Diniz, o diretor-presidente da Adasa, Paulo Salles, e o presidente da Caesb, Maurício Luduvice, o chefe do Executivo afirmou que seguia “esperando pelas chuvas”.

“Nós contamos que, com as chuvas de novembro e de dezembro, tenhamos um aumento do volume das águas da bacia do Descoberto, como tradicionalmente acontece neste período. Estamos em permanente observação para tomarmos as medidas que tragam segurança e, ao mesmo tempo, menos desconforto para a população de Brasília”, disse Rollemberg na ocasião.

Durante a visita, o governador também informou que não trabalha com a hipótese de um rodízio de 48 horas. Ao G1, Maurício Luduvice disse que não será preciso aumentar a quantidade de dias de racionamento enquanto o volume útil do Descoberto não chegar ao nível zero.

Na entrevista, ele apontou que foram feitas revisões nos cálculos envolvendo a capacidade das bombas e o consumo de água, garantindo mais margem de trabalho.

Ainda segundo o presidente da Caesb, a entrada de novas formas de captação, a redução do consumo por causa do racionamento e a economia de água por parte da população também são fatores para garantir a segurança de manter os padrões atuais até chegar a 0%.

 

FONTE: G1/DF


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