Metrô do DF: sem acordo, sindicato decide manter greve, diz TRT

Metroviários do Distrito Federal decidiram manter, nesta sexta-feira (10), a greve iniciada na quinta (9) em uma negociação por reajustes e contratações. Segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-10), a reunião de conciliação entre o sindicato e o Metrô do DF terminou sem acordo.

A principal reivindicação da categoria é a definição de um reajuste salarial de 8,4%, com base na variação do índice INPC, com pagamento retroativo à 2015. Além disso, os trabalhadores pedem a contratação dos mais de 300 aprovados no último concurso realizado pela empresa.

De acordo com o presidente do TRT10, representantes do Metrô preferiram não se manifestar na audiência. A procuradora-geral do DF, Paola Lima, representou a companhia na audiência.

Ao G1, o sindicato confirmou a manutenção da greve, mas disse que ainda vai discutir o funcionamento com 100% da carga no próximo domingo (12), determinado pela Justiça em razão das provas do Enem (entenda abaixo).

Pequenos avanços
Durante a audiência, segundo o TRT, o Metrô se comprometeu a apresentar uma proposta de cronograma para contratação de aprovados no concurso público. Segundo a procuradora-geral, “já foi autorizada a nomeação imediata de 63 candidatos”. No entanto, a companhia negou o reajuste salarial solicitado pelos metroviários.

Paola Lima alegou não ser possível conceder, neste momento, nenhum percentual de aumento salarial aos trabalhadores, “devido aos limites orçamentários impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal ao GDF”.

Com o impasse, a previsão do TRT é de que o sindicato dos metroviários apresente uma defesa no dissídio coletivo de greve junto com um pedido de reconsideração da decisão liminar (provisória) da Justiça. O prazo é até segunda (13).

Em seguida, o Metrô do DF terá até quinta (16) para contestar. Na sequência, o processo deve retornar para análise do Tribunal Regional do Trabalho.

Determinação
Na quarta (8) – se antecipando à paralisação anunciada pelos trabalhadores – o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região definiu que o Metrô do Distrito Federal terá de rodar, no mínimo, com 90% da frota e dos empregados em horários de pico, e com 100% da capacidade no próximo domingo (12), para o segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A ação foi protocolada pela direção do Metrô do DF, que disse considerar a paralisação “abusiva”. A decisão é liminar (provisória) e pode ser alvo de recurso.

 

FONTE: G1/DF


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