Governo do DF aproveita estiagem e retoma retirada de lama no Sol Nascente

A estiagem temporária na região do Sol Nascente em Ceilândia, no Distrito Federal, ajudou o governo e os moradores a recuperar parte dos estragos na região neste domingo (5). Entre quarta (1º) e quinta (2), fortes temporais causaram estragos e deixaram famílias desabrigadas.

Com o tempo firme, máquinas do governo retiraram cerca de 300 toneladas de lama das vias principais do bairro. A ideia é que esse material vá para o lixão da Estrutural, que ainda abriga operação de catadores e cooperativas de reciclagem.

Segundo a Secretaria das Cidades, a operação se estendeu por todo o dia e envolveu dez caminhões, duas pás mecânicas e uma patrola.

No sábado (4), uma retroescavadeira enviada pelo governo ao Sol Nascente passou apenas 15 minutos na região, e foi retirada porque o solo “estava muito molhado”. Segundo o secretário das Cidades, Marcos Dantas, as máquinas não tinham “estabilidade” suficiente para trabalhar, e podiam piorar o quadro no local.

Em nota divulgada neste domingo, o GDF também informou que equipes do Detran foram acionadas para sinalizar uma via atrás da Feira do Produtor – onde os carros ainda conseguiam passar, mesmo em meio a uma infinidade de buracos abertos pela chuva. A data para a conclusão desse serviço não foi divulgada.

Servidores da Novacap também foram acionados para desobstruir bocas de lobo e a rede de águas pluviais que está em construção no Sol Nascente. Na quinta, a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) foi ao local para desobstruir a mesma rede, e informou suspeitar que ligações clandestinas tivessem comprometido as estruturas recém-implantadas.


Estruturas instáveis
Na sexta, enquanto os reparos eram feitos, um caminhão com 14 toneladas de brita começou a afundar, e teve de ser esvaziado. Naquele mesmo dia, o secretário das Cidades, Marcos Dantas, explicou que o trabalho inicialmente estava voltado a limpar a sujeira, como lixo e lama, trazida pela chuva.

“Há várias ligações clandestinas que ocasionam esses problemas. Ontem, tiramos um pneu de uma das redes de esgoto que estava obstruída”, disse.

As áreas mais afetadas foram os Trechos 2 e 3, onde os trabalhos de regularização ainda não estão concluídos. “No Trecho 2, estamos com diversas obras, asfaltando as ruas. O Trecho 3 ainda não teve a intervenção do governo, e toda a água de Ceilândia é jogada para essa parte”, informou o secretário.

O Trecho 1 do Sol Nascente recebeu as melhorias e teve a urbanização concluída. As obras de drenagem do Trecho 2 estão 60% executadas, e as do Trecho 3 começaram em setembro.

Para o secretário de Infraestrutura, Antônio Coimbra, o efeito da chuva poderia ter sido pior se não houvesse as ações do governo. “O Trecho 1, por exemplo, não teve problema”, disse.

Famílias desalojadas
As pancadas de chuva também deixaram seis famílias desalojadas – até este domingo, elas seguiam abrigadas em casas de parentes. Segundo a Subsecretaria da Defesa Civil, parte de um sobrado despencou na noite de quarta, e a construção inteira teve de ser demolida. Não houve feridos.

Em texto divulgado neste domingo, a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social do DF informou que presta assistência a 14 famílias que tiveram imóveis danificados. Para sete delas, há solicitação de benefício vulnerabilidade (seis parcelas de R$ 400) e de aluguel social (12 parcelas de R$ 600).

 

FONTE: G1/DF


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