Veja concursos da área judiciária com boas perspectivas

Uma das áreas mais procuradas pelos candidatos de todo o país, os concursos para a área judiciária apresentam características bastante interessantes, que justificam a sua atratividade.

1) Frequência de novos concursos

Considerando a estrutura do judiciário, a possibilidade de realização de concursos é bastante ampla, em razão do elevado número de tribunais. São 26 Tribunais de Justiça (estaduais) e o TJ-DFT, 24 Tribunais Regionais do Trabalho, 26 Tribunais Regionais Eleitorais e 5 Tribunais Regionais Federais, além dos superiores (STM, TSE, TST, STJ e STF).  

2) Boa remuneração

Os cargos de nível médio e superior contam com boa remuneração e reajustes já autorizados por lei.
Analista judiciário pode ter remuneração de R$ 10.119,93 e de técnico judiciário pode chegar a R$ 6.167,99 (exceto TJ).

A remuneração está prevista na Lei 11.416/2006, com cinco reajustes escalonados até janeiro/2019, exceto para os tribunais estaduais, cuja remuneração é estabelecida por legislação própria de cada estado.

Há diversos benefícios, tais como auxílio-alimentação, auxílio-transporte, despesas médicas e gratificações por qualificação.

Os cargos são para nível médio e superior sem exigência de formação específica e outros exclusivos para determinadas formações.

3) Histórico de convocação de muitos candidatos

Mesmo os concursos para cadastro de reserva valem o empenho, porque, historicamente, os tribunais nomeiam muitos candidatos. Quando há vagas previstas no edital, o quantitativo de aprovados convocados também costuma superar as vagas inicialmente oferecidas. Não é raro convocarem perto de mil novos servidores durante o prazo de validade do concurso.

Para ter uma noção mais aproximada, sugiro consultar a página do tribunal que oferecer concurso e verificar quantos aprovados foram nomeados no concurso anterior. Todos têm um portal de transparência ou algo similar onde é possível encontrar essa informação.

4) Preparação básica para todos os editais

Assim como acontece nas outras áreas, é possível fazer uma preparação básica com o conteúdo comumente cobrado em todos os concursos. Na etapa seguinte de estudo, ou na proximidade de algum edital, o candidato inclui as disciplinas específicas daquele tribunal.

Quem pretende concorrer ao cargo de técnico pode começar com português, direito constitucional, direito administrativo, matemática, informática e ética. Em momento posterior, pode incluir processo civil e processo penal.

Já para o cargo de analista da área administrativa, o estudo pode ser iniciado por português, direito constitucional, direito administrativo, administração geral, AFO, informática, raciocínio lógico e ética. Em seguida, podem ser incluídos: direito civil e processo civil, direito penal e processo penal.

Nem todas as disciplinas caem em todos os editais, mas essas são as mais comuns. Com essa preparação, o candidato terá visto a maior parte do conteúdo cobrada nos concursos da área e fica numa posição muito confortável em relação à concorrência.

5) É possível concorrer a mais de um cargo

No caso dos cargos sem formação específica, o candidato pode fazer as provas para cargo de nível médio e superior, desde que sejam em horários diferentes (o que acontece, de modo geral).

A propósito, quem está se preparando para tribunais também pode, eventualmente, aproveitar concursos da área administrativa, porque há boa aderência de conteúdos.

Veja a seguir: no momento, temos dois editais publicados – ainda dá tempo de se inscrever. Veja também notícias sobre prováveis novos editais.  Não sabemos a data em que sairão, mas há motivação suficiente para que você comece ou intensifique a sua preparação.

Veja abaixo tribunais que vão abrir concursos ou estão com inscrições abertas:

  • Tribunal de Justiça de São Paulo: inscrições abertas até 17 de maio (veja aqui a matéria completa).
  • Tribunal de Justiça de Minas Gerais: inscrições entre 19 de junho e 28 de julho (veja o edital no site da organizadora).
  • Tribunal Superior do Trabalho (TST): Fundação Carlos Chagas (FCC) vai organizar o concurso e foi criada a comissão que vai cuidar dos procedimentos.
  • Tribunal de Justiça de Pernambuco: Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) vai organizar o concurso e página da instituição dizem que o edital sairá “em breve”.

Outros tribunais também já iniciaram procedimentos para a realização de concurso, mas não há como prever quando os editais serão publicados. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, o Tribunal Regional Eleitoral de Tocantins, o Tribunal Regional do Trabalho de Goiás, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro e o Tribunal de Justiça de Alagoas já estão com comissão designada para cuidar dos procedimentos necessários para o concurso.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul tiveram seus concursos autorizados.

Fonte: G1


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