Aparelhos essenciais no Base estão quebrados

Reprodução/Sindsaúde
Reprodução/Sindsaúde

Fundamental para diagnosticar com precisão pacientes vítimas de traumas ou com problemas que não podem ser diagnosticados por exames mais simples, os tomógrafos do Hospital de Base estão quebrados. A denúncia feita por servidores da unidade e por funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) afirma que os dois aparelhos de imagem do Base estão danificados e pacientes precisam ser levados para outras unidades, quando há disponibilidade, para receberem um diagnóstico antes que seja tarde para salvar suas vidas.

De acordo com os servidores que procuraram o SindSaúde, os aparelhos tem apresentado constantemente problemas e consertos paliativos são feitos, mas não adiantam por muito tempo, tendo que serem refeitos constantemente. O tomógrafo do pronto-socorro, por exemplo, está sem funcionar de forma correta desde dezembro.

Ele apresenta o que os técnicos classificam como “artefatos”, que são riscos que impedem a visualização da imagem de forma nítida e prejudicam a análise do exame, impossibilitando diagnósticos que salvem a vida dos pacientes.

Espera

Por conta da falta de condições para a realização dos exames de imagens pacientes precisam esperar até 24 horas para serem transferidos para outras unidades, como os hospitais Regionais da Asa Norte (HRAN), Ceilândia (HRC) e Santa Maria (HRSM), ou outra unidade que esteja com seu equipamento funcionando.

“Pacientes ficam aqui a espera do exame por 24 horas ou até mais. Problemas que poderiam ser resolvidos com o funcionamento desses equipamentos, para que seja realizada uma cirurgia, precisam ser levados para outras unidades e às vezes não tem vaga ou não temos como transportar. Esse tempo que perdermos acaba sendo crucial para se salvar uma vida e muitas vezes os pacientes não sobrevivem”, desabafa uma servidora do Samu cansada do descaso.

Na sala amarela esperando desde às 0h por uma tomografia W.S.L, 28 anos, às 11h da manhã ainda não tinha qualquer informação sobre quando seria transferido para outra unidade para a realização dos exames. W.S.L contou que chegou ao Base com fortes dores no abdômen e que chegou a fazer exames de sangue e um raio-x, na esperança de achar o motivo das dores, mas nada foi constatado.

A espera também era o motivo da agonia da filha de M.R.S, de 74 anos. Há algumas semanas ele sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), o popular derrame. Na noite anterior ele ficou tonto, sofreu uma queda e em seguida teve uma convulsão.

Às 4h da madrugada de terça-feira, 29, ele chegou ao Base e às 11h, assim como nossa personagem anterior, ainda não tinha previsão de quando iria sair do corredor da sala amarela.

“Desde às 4h quando chegamos aqui, estamos aguardando a realização da tomografia, mas não há previsão. De lá para cá ele já ficou inconsciente e disseram que ele será levado para o HRAN, mas não sabem quando”, relata a filha de M.R.S, que estava esperando em pé há horas.

Conserto e Manutenção

Um dos técnicos do Hospital de Base que trabalha com tomografia conta que os pedidos para conserto são frequentes e que técnicos da empresa contratada para tal até vão ao hospital, mas sem uma solução definitiva, com manutenção preventiva, as medidas acabam sendo apenas paliativas.

“Se você perguntar para a Secretaria de Saúde a resposta sempre é a mesma: ‘está em manutenção’. O que não entendemos é por que a manutenção é permanente, porque nunca consertam de verdade, ao invés de ser preventiva”, afirma o servidor que mostrou diversas caixas de todas as vezes que os técnicos responsáveis pelos consertos foram ao base para soluções que não solucionam.

Por conta dos problemas com o tomógrafo do pronto-socorro, o aparelho do ambulatório por falta de manutenção e sobrecarga de exames diários também acabou estragando. Dessa forma, nem quem já está internado, tão pouco quem está nas alas de emergência conseguem o exame.

Falta material

Os servidores da ala amarela denunciam ainda que há a falta de materiais básicos, como gases, bicarbonato, ataduras, drenos e capotes.

Fonte: Suzano Almeida/SindSaúde


Comentários

  1. O SINTTAR DF JÁ FAZ VÁRIAS DENÚNCIAS HOJE SÃO 10 TOMOGRAFOS NA SES, PORÉM 7 QUEBRADOS, E O PIOR 2 UM NOVO E OUTRO SEMI NOVO ENCAIXOTADOS, NÃO EXISTEM CONTRATOS DE.MANUTENÇÃO NEM CORRETIVO NEM PREVENTIVO.

    DE JANEIRO A MARÇO O VALOR GASTO COM MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS GERAIS NA SAÚDE FOI DE 6.6 MILHÕES, DE UM TOTAL DE 35 MILHÕES EM FONTE PARA MANUTENÇÕES.

    ESTÁ INFORMAÇÃO FOI REPASSADA À ESTE DIRETOR SINDICAL PELO DEPUTADO DISTRITAL RAFAEL PRUDENTE ONTEM EM SEU GABINETE.

    27 MILHÕES FORAM GARANTIDOS EM EMENDA NO MÊS DE SETEMBRO PARA COMPRA DE.EQUIPAMENTOS RADIOLÓGICOS, ESTE DINHEIRO DEVERIA TER SIDO EMPENHADO ATÉ 15 DE JANEIRO, ONDE ESTÃO OS EQUIPAMENTOS OU O QUE FOI FEITO COM OS RECURSOS DESTINADOS EM EMENDA COM FINALIDADE ESPECÍFICA….

    COM A PALAVRA O GDF/SES…..

    UBIRATAN GONÇALVES FERREIRA
    VICE PRESIDENTE SÓ SINTTAR-DF

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