Conheça os distritais ‘fiéis’ e os rebeldes da CLDF

Carlos Gandra/CLDF
Carlos Gandra/CLDF

Por Elton Santos

Desde que começou a nova legislatura, os deputados distritais foram taxativos em dizer que a Câmara Legislativa não seria mais um “puxadinho”, como foi nos governos de Agnelo Queiroz e de José Roberto Arruda.

Mas foi só o Palácio do Buriti começar a encaminhar os projetos – principalmente do aumento de impostos – para perceber que boa parte dos deputados atende aos interesses do Executivo. Há sempre uma guerra travada para se aprovar as propostas, mas no final das contas, a maioria diz sim.

Pelo menos 80% dos projetos do Buriti – ou de interesse do governo – receberam o voto favorável da metade da composição da Casa, segundo uma planilha das entranhas do Governo do DF,  a qual Guardian DF teve acesso com exclusividade.

Entre os deputados da base de Rollemberg, a Luzia de Paula (Rede) puxa a lista tríplice dos que mais dizem sim ao governo. E de acordo com a reportagem publicada neste sábado, ela tem apenas 25 cargos na máquina pública.

Logo atrás de Luzia estão Reginaldo Veras (PDT) e o líder de Governo Júlio César (PRB), ambos com 94% de sim nas votações de projetos do Executivo.

Os rebeldes

A insurgência no plenário tem DNA da oposição. Como era de se esperar, Robério Negreiros (PMDB) lidera o bloco. Nas votações, ele disse sim em 55% das propostas. O peemedebista, inclusive, tem presença rara nas votações. Em seguida está o ex-petista Chico Leite (Rede) e Wellington Luiz (PMDB). Todos eles não possuem cargos obtidos no governo de Rollemberg, apenas alguns remanescentes da gestão passada.

O curioso nesses números é que o deputado de oposição – talvez o maior expoente -, Chico Vigilante (PT) votou favorável ao governo de Rodrigo Rollemberg em 90% dos projetos. No caso, o parlamentar sempre se defendeu em plenário afirmando que vota em compromisso com a população e não por cargos.

Cargo não é tudo

Raimundo Ribeiro (PSDB) também protagoniza outra curiosidade: embora tenha 650 cargos no governo (veja reportagem de ontem), é o quarto mais rebelde. Ele votou de acordo com o Buriti em 61% das propostas. Ou seja, dar cargos parece que não é a chave para Rollemberg manter os deputados sob as suas rédeas.

Veja a tabela formatada:

Tabela percentual


Comentários

  1. As informações são questionáveis. Quem acompanha os trabalhos da CLDF com o mínimo de compromisso e seriedade verá que minha atuação é absolutamente independente. Votei contra os projetos do governo mais vezes que os parlamentares que se dizem oposição, inclusive os do PT. O que é bom para a cidade terá meu apoio, seja ou não projeto do Governo. O que eu considerar ruim terá meu voto contrário com veemência. Só para exemplificar, fui o único deputado da chamada base que votou contrato aumento de impostos: IPTU, IPVA e ICMS. Aconselho a conferirem as listasse votação. E por que apareço como um dos que mais votou? Por que tenho 100% de presença nas sessões e votações. Logo, informo para os que têm frágeis conhecimentos matemáticos que é uma questão de estatística. Abraços fraternos. Deputado Professor Reginaldo Veras.

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