A situação da Polícia Militar no DF: o inimigo agora é outro

DSC_0089Por Elton Santos

Há quase 20 dias um posto comunitário da Polícia Militar foi incendiado intencionalmente na Estrutural. No caso, o culpado – um adolescente – foi apreendido. É grave. A ousadia da criminalidade demostra claramente que já não existe temor dos bandidos em relação a PM. Mas além desse, a corporação sofre com outro problema, que é o descaso do Poder Público.

Desde o incêndio, o governo ainda não removeu a estrutura queimada – o PCS da cidade possui três unidades. Assim, os policiais ficam do lado de fora dos postos, nas viaturas. Ou algumas vezes são vistos entrando na área da Polícia Civil, que fica ao lado. É notório que os militares eram insatisfeitos com os PCSs, mas principalmente por seus seu formato legal. Pela regra, eles não poderiam abandonar um posto, senão receberiam punições.

A própria estrutura é inadequada. “Era melhor o posto que tinha antes (de alvenaria). (Hoje) a gente não pode nem sair por que tem rádios, computadores…”, critica um policial.

A reportagem entrou em contato com a PM. “A Polícia Militar informa que já está providenciando a retirada dos destroços do local e que o policiamento comunitário é feito desta forma, com bases móveis e policiais a postos no local”, afirma a corporação, por email.


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