Roriz deve ligar para governador Rollemberg

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Por Elton Santos

O aumento do preço dos restaurantes comunitários pode não influenciar muito no orçamento do Distrito Federal, que passou o ano de 2015 num buraco financeiro. Afinal, serão R$ 22 milhões anuais de economia, em relação a rombos bilionários. Entretanto, o assunto mexeu, e muito, com o meio político.

O próprio ex-governador Joaquim Roriz deve ligar para Rodrigo Rollemberg nos próximos dias para que ele reduza o valor de R$ 3 para R$ 1, de novo. Um recado até foi dado ao vice-governador Renato Santana, quando este esteve na casa de Roriz e conversou sobre o assunto.

Desde essa visita, inclusive, Santana vem patenteando a diminuição do valor e quer disseminar a proposta como sua. Porém, segundo uma fonte, existe a possibilidade do governo se adiantar e publicar na próxima segunda-feira, 23, um decreto sustando o ato que aumentou os preços. Mas essa medida já era estudada antes mesmo da visita de Santana a Roriz.

Santana e RorizPor lei

Na Câmara Legislativa, o aumento parece ter mexido muito mais com a deputada Liliane Roriz. E para honrar o programa que seu próprio pai instaurou no DF, a parlamentar tem feito de tudo. Por ofício e por telefone conversou com Rollemberg. Ela quer a redução do preço.

Para chegar ao objetivo, a deputada tomou duas medidas. Primeiro protocolou um Projeto de Decreto Legislativo que pretende sustar o aumento do preço. Com isso, almoçar nos restaurantes voltar a custar apenas R$ 1.  E para garantir que o reajuste não ocorra mais, a parlamentar também colocou em discussão um Projeto de Lei para fixar esse valor mínimo.

“Não seria justo o aumento da tarifa, quando a renúncia fiscal do governo para próximo ano está estimando em R$ 2 bilhões”, justifica Liliane para defender seu projeto.

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Restaurante fantasma

Mas sobre o assunto dos restaurantes, há muitos pontos a ser considerados ainda. Sua existência legal é a principal de todas. O programa social só existia, em lei, quando foi lançado no governo de Joaquim Roriz. De lá para cá, ficou apenas como parte integrante de políticas sociais de erradicação de pobreza.

No governo passado, quando Agnelo Queiroz decidiu mudar o nome e regra do programa social de José Roberto Arruda de Vida Melhor para DF Sem Miséria, acabou não contemplando os restaurantes comunitários. Rollemberg assumiu e repetiu o feito. E com PL, a deputada Liliane trazer à existência a legalidade dos restaurantes.

Liliane está confiante com a aprovação. “Eu tenho  certeza que 100% da CLDF pensa como eu penso”, sobre a possibilidade de algum deputado não votar a favor ao seu PL. Nas redes sociais, a parlamentar lançou uma campanha defendendo a redução dos pratos nos restaurantes comunitários.

A briga política em torno dos restaurantes comunitários anda tão intensa que é até fácil cravar que o preço realmente vai diminuir, e sem restrições.


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